sábado, 6 de Fevereiro de 2010
Oficina de BD V
Novo mês, nova Oficina de BD. Será no dia 21 de Fevereiro, das 11h às 18h, que eu e o ilustrador João Vasco Leal iremos dirigir mais um workshop intensivo em redor da 9ª arte. O local é o do costume: a escola Escreverescrever em Lisboa. O entusiasmo, esse, também promete ser o do costume: sempre em alta numa viagem alucinante pelo universo bedéfilo, com lugar a muita experimentação. Serão todos muito bem-vindos.
quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010
Workshop de Argumento para BD XIV
Uma vez mais, na escola Escreverescrever em Lisboa, irá decorrer um Workshop de Argumento para BD em horário pós-laboral, das 19h30 às 22h. Aos participantes só se pede gosto pela 9ª arte e vontade de experimentar coisas novas, sem ter medo de falhar ou de não fazer em 3 horas um álbum completo do Astérix.
Calma e despreocupadamente, o importante é dar largas à criatividade e "pensar em modo BD", de modo a aumentar a comunidade do Clube dos Contadores de Histórias, o blogue oficial destes workshops.
Até lá!
Calma e despreocupadamente, o importante é dar largas à criatividade e "pensar em modo BD", de modo a aumentar a comunidade do Clube dos Contadores de Histórias, o blogue oficial destes workshops.
Até lá!
sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010
"David, o Trauma" com Pedro Carvalho
As minhas colaborações com o Pedro Carvalho são um excelente exemplo de como as novas tecnologias vieram dar um "boost" tremendo a toda e qualquer produção artística. Conheci-o pessoalmente apenas uma vez, aquando do lançamento da revista Zona Negra no MOTELx do ano passado e nem sequer falámos durante muito tempo. No entanto, já fizemos algumas BD's juntos, sobre as quais espero poder falar em breve, e entre as quais se encontra esta.
O aparecimento do Concurso de BD do Jornal Avenida Marginal dos Açores, o primeiro de muitos espero eu, levou o Pedro a contactar-me para lhe escrever uma história autoconclusiva de apenas uma prancha. Trabalhar com ele é sempre um enorme prazer, para mim permanece um mistério como consegue garantir tantos desenhos com tanta qualidade em tão pouco tempo, e o resultado satisfaz-me sempre muito. Quanto à história escrevi sobre algo que, a brincar a brincar, sempre me atormentou: o triste final da série de animação infantil "David, o Gnomo" a que assistia quando era criança. Até hoje, agora mais a brincar é claro, guardo como demasiado "forte" a maneira como a história acabou. Embora de uma maneira metafórica, David e a sua esposa Lisa, depois de se despedirem da sua fiel amiga raposa num imenso festival de choradeira, morrem transformando-se em árvores. Nos meus cinco anos, isto foi muito difícil de engolir.
Hoje tenho a vantagem de poder fazer dos meus argumentos terapia. E, ao mesmo tempo, gozar comigo próprio, com aqueles que já foram os meus traumas. A BD foi feita muito rapidamente, como é apanágio do Pedro, e, para nossa felicidade, foi premiada. Já agora, aqui deixo uma saudação especial para ele, dado que foi o seu primeiro prémio, e um muito obrigado.
Esta BD ganhou o 1º Prémio no 1º Concurso de BD do Jornal Avenida Marginal dos Açores.
De 27 de Dezembro de 2009 a 10 de Janeiro de 2010, esteve presente na exposição do 1º Concurso de BD do Jornal Avenida Marginal, no Centro do Mar dos Açores.
O aparecimento do Concurso de BD do Jornal Avenida Marginal dos Açores, o primeiro de muitos espero eu, levou o Pedro a contactar-me para lhe escrever uma história autoconclusiva de apenas uma prancha. Trabalhar com ele é sempre um enorme prazer, para mim permanece um mistério como consegue garantir tantos desenhos com tanta qualidade em tão pouco tempo, e o resultado satisfaz-me sempre muito. Quanto à história escrevi sobre algo que, a brincar a brincar, sempre me atormentou: o triste final da série de animação infantil "David, o Gnomo" a que assistia quando era criança. Até hoje, agora mais a brincar é claro, guardo como demasiado "forte" a maneira como a história acabou. Embora de uma maneira metafórica, David e a sua esposa Lisa, depois de se despedirem da sua fiel amiga raposa num imenso festival de choradeira, morrem transformando-se em árvores. Nos meus cinco anos, isto foi muito difícil de engolir.
Hoje tenho a vantagem de poder fazer dos meus argumentos terapia. E, ao mesmo tempo, gozar comigo próprio, com aqueles que já foram os meus traumas. A BD foi feita muito rapidamente, como é apanágio do Pedro, e, para nossa felicidade, foi premiada. Já agora, aqui deixo uma saudação especial para ele, dado que foi o seu primeiro prémio, e um muito obrigado.
Esta BD ganhou o 1º Prémio no 1º Concurso de BD do Jornal Avenida Marginal dos Açores.
De 27 de Dezembro de 2009 a 10 de Janeiro de 2010, esteve presente na exposição do 1º Concurso de BD do Jornal Avenida Marginal, no Centro do Mar dos Açores.
domingo, 17 de Janeiro de 2010
"A Invasão dos Apreciadores de Maçãs" com João Ataíde
Esta prancha foi originalmente feita para o Jornal Mundo Universitário, a convite do meu amigo Geraldes Lino. No entanto, a supressão da página dedicada à banda desenhada nesta publicação fez com que o trabalho ficasse no "limbo", à espera de uma oportunidade ou de uma ideia que lhe desse propósito. E assim ficou durante alguns meses até decidirmos enviá-lo para o Concurso de BD do Jornal Avenida Marginal, o primeiro em terras Açoreanas.
O tema desta prancha única e autoconclusiva surgiu durante uma Tertúlia de BD de Lisboa, lançado para o ar pelo meu camarada e companheiro da 9ª arte, o ilustrador João Ataíde. Sendo eu um defensor de Mac's, os conhecidos computadores da Apple, e alguns dos tertulianos acérrimos utilizadores de PC´s, o Ataíde lembrou-se de imortalizarmos em banda desenhada esta também eterna guerra entre os dois tipos de fãs. E o resultado foi francamente positivo: uma premiação no Concurso e a presença em duas Exposições na sequência do mesmo.
Esta BD ganhou uma menção honrosa no 1º Concurso de BD do Jornal Avenida Marginal dos Açores.
De 27 de Dezembro de 2009 a 10 de Janeiro de 2010, esteve presente na exposição do 1º Concurso de BD do Jornal Avenida Marginal, no Centro do Mar dos Açores.
O tema desta prancha única e autoconclusiva surgiu durante uma Tertúlia de BD de Lisboa, lançado para o ar pelo meu camarada e companheiro da 9ª arte, o ilustrador João Ataíde. Sendo eu um defensor de Mac's, os conhecidos computadores da Apple, e alguns dos tertulianos acérrimos utilizadores de PC´s, o Ataíde lembrou-se de imortalizarmos em banda desenhada esta também eterna guerra entre os dois tipos de fãs. E o resultado foi francamente positivo: uma premiação no Concurso e a presença em duas Exposições na sequência do mesmo.
Esta BD ganhou uma menção honrosa no 1º Concurso de BD do Jornal Avenida Marginal dos Açores.
De 27 de Dezembro de 2009 a 10 de Janeiro de 2010, esteve presente na exposição do 1º Concurso de BD do Jornal Avenida Marginal, no Centro do Mar dos Açores.
domingo, 10 de Janeiro de 2010
"Retrospectiva IMAGINArte" na Biblioteca Municipal José Saramago de Odemira
No decorrer do BDteca 2009, um evento anual que Odemira dedica à 9ª arte, fui convidado para dirigir uma Oficina de Banda Desenhada e para estar presente numa sessão de BD ao vivo em redor da lenda da cidade. Neste contexto, a minha ligação à Biblioteca Municipal José Saramago propiciou que sugerisse uma exposição que, a meu ver, já há algum tempo se exigia: uma retrospectiva dos melhores trabalhos do IMAGINArte, o núcleo de BD, ilustração e argumento da FBAUL.
Ter sido presidente deste grupo académico constituiu uma das fases mais determinantes do meu percurso, aquilo que definiu muito do que me vim a tornar como profissional e criativo. Lá, conheci alguns dos meus amigos mais valiosos, pessoas que passaram a estar sempre presentes nos mais variados momentos, companheiros que excederam em muito a função de colaboradores em projectos.
Muito do que sou, bom ou mau, devo-o a esse fantástico ano e a tudo o que se lhe seguiu. E por isso achei que estava na altura de fazer um apanhado das actividades e obras do núcleo desde a sua fundação. Não só para relembrar trabalhos e autores mais antigos que passaram por aquele espaço como também para apresentar novos valores que orgulhosamente vejo lá despontar. No final de contas, aquilo que menos gosto no IMAGINArte acaba por ser mesmo o nome. Sempre o detestei. Mas os seus propósitos e historial já mereciam uma espécie de homenagem.
Aqui ficam algumas imagens da mostra e o texto de apresentação que escrevi:
"O IMAGINArte não é um núcleo histórico no verdadeiro sentido da palavra. Não é um caso inquestionável de sucesso além fronteiras nem o berço de grandes e afamados artistas nacionais (ainda). Foi fundado há apenas 4 anos, na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, por três membros da Associação de Estudantes da altura: Ricardo Correia, Miguel Gabriel e Ana Maria Baptista. Estes seriam também os primeiros três membros daquele que era para ter sido o núcleo de Arte Fantástica. No entanto, e dado o aparecimento de muitos estudantes com talento mas com orientações mais diversas, o conceito teve de ser adaptado e assumiu uma maior abrangência. Chamou-se então Núcleo de Ilustração, Banda Desenhada e Argumento, e assim se manteve até aos dias de hoje.
Portanto, ainda com uma curta existência, e sem querer destacar este ou aquele nome, este grupo estudantil orgulha-se certamente de ter dado visibilidade à produção artística de vários jovens talentosos e de auspicioso futuro. Fui presidente do IMAGINArte durante um ano e guardo com bastante saudade e entusiasmo esse espaço de intensa e fervorosa realização criativa. As exposições foram muitas e bem sucedidas: na própria Galeria da Associação de Estudantes da FBAUL, na Faculdade de Medicina Dentária, com o tema “Consultório de Dentista”, e na Casa Fernando Pessoa, com trabalhos sobre o poeta. Na altura, o núcleo contava com os meus trabalhos, dos já citados Ricardo, Miguel e Ana, do Ricardo Reis, Sónia Carmo, Miguel Marreiros, Mariana Perry, Nuno Frias, João Vasco Leal, entre outros. No ano passado, substituindo todos aqueles que abandonaram o núcleo por terem concluído a licenciatura, uma nova e entusiasmante geração de autores despontou no IMAGINArte. com uma exposição dedicada ao “Halloween”.
Hoje, já do lado de fora, fico contente em constatar que o núcleo continua a cumprir o seu propósito: apoiar e promover o trabalho dos estudantes das Belas Artes, motivando-os a prosseguir uma carreira no âmbito em que se integra. Alegra-me também assistir ao intensificar dos valores aprendidos naquele colectivo e à continuidade no panorama nacional de jovens artistas que muito admiro.
A restrospectiva justifica-se neste contexto.
E serve também para motivar grupos de todo o país, sejam eles de escolas, faculdades ou qualquer outra proveniência, para que criem novos pólos de criação, pontos de intercâmbio cultural, de passagem e evolução de conhecimento. Por tudo isto, agradecemos à Biblioteca Municipal José Saramago e ao Município de Odemira esta oportunidade e esperamos sinceramente que a exposição não só cumpra as expectativas mas também espevite a criatividade de quem a visitar.
Bem hajam.
André Oliveira"
A exposição "Retrospectiva IMAGINArte: BD e Ilustração da Faculdade de Belas Artes de Lisboa" esteve aberta ao público na Biblioteca Municipal José Saramago de Odemira, de 7 de Novembro de 2009 a 9 de Janeiro de 2010.








Ter sido presidente deste grupo académico constituiu uma das fases mais determinantes do meu percurso, aquilo que definiu muito do que me vim a tornar como profissional e criativo. Lá, conheci alguns dos meus amigos mais valiosos, pessoas que passaram a estar sempre presentes nos mais variados momentos, companheiros que excederam em muito a função de colaboradores em projectos.
Muito do que sou, bom ou mau, devo-o a esse fantástico ano e a tudo o que se lhe seguiu. E por isso achei que estava na altura de fazer um apanhado das actividades e obras do núcleo desde a sua fundação. Não só para relembrar trabalhos e autores mais antigos que passaram por aquele espaço como também para apresentar novos valores que orgulhosamente vejo lá despontar. No final de contas, aquilo que menos gosto no IMAGINArte acaba por ser mesmo o nome. Sempre o detestei. Mas os seus propósitos e historial já mereciam uma espécie de homenagem.
Aqui ficam algumas imagens da mostra e o texto de apresentação que escrevi:
"O IMAGINArte não é um núcleo histórico no verdadeiro sentido da palavra. Não é um caso inquestionável de sucesso além fronteiras nem o berço de grandes e afamados artistas nacionais (ainda). Foi fundado há apenas 4 anos, na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, por três membros da Associação de Estudantes da altura: Ricardo Correia, Miguel Gabriel e Ana Maria Baptista. Estes seriam também os primeiros três membros daquele que era para ter sido o núcleo de Arte Fantástica. No entanto, e dado o aparecimento de muitos estudantes com talento mas com orientações mais diversas, o conceito teve de ser adaptado e assumiu uma maior abrangência. Chamou-se então Núcleo de Ilustração, Banda Desenhada e Argumento, e assim se manteve até aos dias de hoje.
Portanto, ainda com uma curta existência, e sem querer destacar este ou aquele nome, este grupo estudantil orgulha-se certamente de ter dado visibilidade à produção artística de vários jovens talentosos e de auspicioso futuro. Fui presidente do IMAGINArte durante um ano e guardo com bastante saudade e entusiasmo esse espaço de intensa e fervorosa realização criativa. As exposições foram muitas e bem sucedidas: na própria Galeria da Associação de Estudantes da FBAUL, na Faculdade de Medicina Dentária, com o tema “Consultório de Dentista”, e na Casa Fernando Pessoa, com trabalhos sobre o poeta. Na altura, o núcleo contava com os meus trabalhos, dos já citados Ricardo, Miguel e Ana, do Ricardo Reis, Sónia Carmo, Miguel Marreiros, Mariana Perry, Nuno Frias, João Vasco Leal, entre outros. No ano passado, substituindo todos aqueles que abandonaram o núcleo por terem concluído a licenciatura, uma nova e entusiasmante geração de autores despontou no IMAGINArte. com uma exposição dedicada ao “Halloween”.
Hoje, já do lado de fora, fico contente em constatar que o núcleo continua a cumprir o seu propósito: apoiar e promover o trabalho dos estudantes das Belas Artes, motivando-os a prosseguir uma carreira no âmbito em que se integra. Alegra-me também assistir ao intensificar dos valores aprendidos naquele colectivo e à continuidade no panorama nacional de jovens artistas que muito admiro.
A restrospectiva justifica-se neste contexto.
E serve também para motivar grupos de todo o país, sejam eles de escolas, faculdades ou qualquer outra proveniência, para que criem novos pólos de criação, pontos de intercâmbio cultural, de passagem e evolução de conhecimento. Por tudo isto, agradecemos à Biblioteca Municipal José Saramago e ao Município de Odemira esta oportunidade e esperamos sinceramente que a exposição não só cumpra as expectativas mas também espevite a criatividade de quem a visitar.
Bem hajam.
André Oliveira"
A exposição "Retrospectiva IMAGINArte: BD e Ilustração da Faculdade de Belas Artes de Lisboa" esteve aberta ao público na Biblioteca Municipal José Saramago de Odemira, de 7 de Novembro de 2009 a 9 de Janeiro de 2010.








terça-feira, 29 de Dezembro de 2009
Oficina de BD IV
Em Janeiro recomeçam as Oficinas de BD na escola Escreverescrever em Lisboa. Novamente na companhia do meu amigo ilustrador João Vasco Leal, o desafio é passar o Domingo de dia 31 ao redor do universo bedéfilo, a experimentar toda uma variedade de coisas.
"Entre a escrita e o desenho" é o sub-título deste workshop, o que significa que os formandos devem estar preparados para fazer um pouco de ambos. No final do dia uma coisa é certa: os resultados são sempre surpreendentes e muito divertidos.
"Entre a escrita e o desenho" é o sub-título deste workshop, o que significa que os formandos devem estar preparados para fazer um pouco de ambos. No final do dia uma coisa é certa: os resultados são sempre surpreendentes e muito divertidos.
quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009
Workshop de Argumento para BD XIII
Em Janeiro começa o novo ano e também os já habituais Workshops de Argumento para BD. O local é a escola Escreverescrever em Lisboa, todas as terças-feiras, das 19h30 às 22h.
Fico a aguardar que o frio não congele nem o entusiasmo pela 9ª arte nem a vontade de criar e de ter novas ideias, para assim podermos aumentar a comunidade do Clube dos Contadores de Histórias. Vamos a isso?

Fico a aguardar que o frio não congele nem o entusiasmo pela 9ª arte nem a vontade de criar e de ter novas ideias, para assim podermos aumentar a comunidade do Clube dos Contadores de Histórias. Vamos a isso?

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